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Canal da Paz: Tecnologia brasileira pode viabilizar o resgate do Mar Morto

De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, o projeto do Canal da Paz, uma iniciativa conjunta entre Jordânia e Israel, representa um dos principais desafios de engenharia hidráulica e diplomática do século XXI. O objetivo é ambicioso: transportar água do Mar Vermelho por mais de 200 km para salvar o Mar Morto do desaparecimento total. 

Neste cenário, a Liderroll, empresa brasileira reconhecida mundialmente por suas soluções em ambientes confinados, surge como peça-chave para a construção de um aqueduto que cortará cordilheiras através de túneis de 25,5 km. A aplicação da tecnologia de lançamento de tubos em túneis é a alternativa mais viável para lidar com as dimensões colossais desta obra.

Por que a tecnologia da Liderroll é fundamental para o Canal da Paz?

O projeto prevê a utilização de seis dutos de 114 polegadas, uma dimensão que impõe desafios extremos de pressão e logística de montagem. O consórcio internacional estuda duas configurações: seis dutos em um túnel mestre ou túneis individuais para cada duto. Em ambos os casos, a expertise da Liderroll em lançamentos automatizados garante precisão e segurança. Segundo  Paulo Roberto Gomes Fernandes, o uso dos roletes motrizes (tecnologia já consagrada em gasodutos na Ásia e na América Latina) permite que a instalação desses aquedutos gigantescos ocorra com impacto ambiental mínimo e eficiência máxima, superando as barreiras físicas das cordilheiras jordanianas.

Qual é o impacto ambiental e humanitário da dessalinização em Aqaba?

Além de estabilizar o nível do Mar Morto, o projeto possui uma função vital para a segurança hídrica regional:

  • Produção de Água Potável: A planta em Aqaba processará 300 milhões de metros cúbicos de água, essenciais para a Jordânia, um dos países mais áridos do mundo;
  • Cooperação Regional: O acordo prevê vendas recíprocas de água entre Israel e Jordânia, beneficiando também as populações palestinas e atendendo à demanda gerada pelo acolhimento de refugiados sírios;
  • Preservação do Ponto Mais Baixo da Terra: O Mar Morto, situado a 392 metros abaixo do nível do Mediterrâneo, perde um metro de profundidade por ano; o aqueduto transportará a salmoura da dessalinização para conter esse recuo.
A tecnologia brasileira pode viabilizar soluções estruturais para o Mar Morto, conforme analisa Paulo Roberto Gomes Fernandes.
A tecnologia brasileira pode viabilizar soluções estruturais para o Mar Morto, conforme analisa Paulo Roberto Gomes Fernandes.

A expansão da Liderroll e o novo mapa hídrico e energético do Oriente Médio

Enquanto desenvolve soluções para o Canal da Paz, a equipe da Liderroll mantém diálogos avançados para outros projetos de escala global, como o gasoduto Turcomenistão-China. Como comenta Paulo Roberto Gomes Fernandes, essa capilaridade demonstra que a engenharia brasileira não tem fronteiras. O reconhecimento internacional das patentes da Liderroll em sistemas de suportação permite que a empresa participe de parcerias público-privadas estimadas em 1 bilhão de dólares, apoiadas por fundos dos Estados Unidos, Japão e da União Europeia.

Quais são os desafios para a viabilidade do financiamento internacional?

Apesar do consenso técnico sobre a urgência da obra, o financiamento total ainda é um desafio. O grupo europeu de doadores, liderado pela AFD, já dispõe de 140 milhões em créditos facilitados. No entanto, a Jordânia demonstra determinação em avançar mesmo de forma isolada, se necessário, dada a pressão hídrica extrema no país. Como reforça Paulo Roberto Gomes Fernandes, tecnologias que reduzem o custo de instalação e manutenção, como as da Liderroll, são fundamentais para atrair investidores privados, pois garantem o retorno sobre o capital através da eficiência operacional.

O que esperar da presença brasileira em obras de dessalinização até 2026?

A tendência global de escassez hídrica coloca o Brasil, através da tecnologia da Liderroll, na vanguarda das soluções para transporte de água em larga escala. Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, conclui que em 2026 o Canal da Paz servirá de modelo mundial para a recuperação de ecossistemas fechados. Portanto, o sucesso da engenharia brasileira neste projeto não apenas salva um patrimônio geológico da humanidade, mas consolida o país como um exportador de infraestrutura sustentável para as nações mais secas do planeta.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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