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Sono depois dos 60: Mudanças que merecem atenção, segundo o doutor Yuri Silva Portela

Depois dos 60 anos, o sono pode passar por mudanças que alteram o horário de dormir, a duração do descanso e a frequência dos despertares durante a noite. O doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, considera importante observar essas transformações sem tratá-las automaticamente como uma consequência normal da idade. Dificuldade persistente para adormecer, sono fragmentado, cansaço durante o dia e alterações na rotina podem indicar que é necessário investigar melhor o que está interferindo no descanso.

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Por que o sono muda depois dos 60? Saiba mais com o Doutor Yuri Silva Portela

O envelhecimento pode modificar o funcionamento do ciclo de sono e vigília. É comum que algumas pessoas passem a sentir sono mais cedo e também despertem mais cedo pela manhã. Além disso, o sono pode se tornar mais leve, favorecendo despertares ao longo da noite. Essas alterações podem ocorrer gradualmente e variar bastante de uma pessoa para outra, sem que exista necessariamente uma causa específica relacionada a uma doença.

O doutor Yuri Silva Portela avalia que essas mudanças não significam necessariamente que exista um problema. O ponto principal é observar como a pessoa se sente e funciona durante o dia. Quando o descanso continua proporcionando disposição suficiente para as atividades habituais, uma alteração no padrão noturno pode representar apenas uma adaptação relacionada ao envelhecimento. A qualidade do sono, portanto, precisa ser considerada junto à disposição, à concentração e ao desempenho das tarefas cotidianas.

A atenção aumenta quando as noites passam a ser frequentemente interrompidas ou quando a pessoa permanece cansada mesmo depois de passar várias horas na cama. Nesse cenário, compreender o que está provocando a mudança é mais útil do que simplesmente atribuí-la à idade. Dor, medicamentos, alterações emocionais, hábitos inadequados e distúrbios do sono estão entre os fatores que podem interferir no descanso e merecem ser avaliados conforme cada situação.

Quando uma noite mal dormida merece investigação?

Uma dificuldade ocasional para dormir pode acontecer em qualquer fase da vida. A preocupação surge quando o problema se repete e começa a interferir na rotina. Sonolência durante o dia, dificuldade de concentração, irritabilidade e redução da disposição podem indicar que o descanso não está sendo suficiente. Quando essas alterações persistem, vale observar sua frequência e os impactos que provocam nas atividades realizadas ao longo do dia.

Yuri Silva Portela
Yuri Silva Portela

O doutor Yuri Silva Portela informa que também é importante observar sinais que aparecem durante a própria noite. Roncos intensos, pausas na respiração, despertares muito frequentes, sensação de sufocamento ou movimentos incomuns podem estar relacionados a distúrbios do sono que precisam de avaliação profissional. A percepção de familiares ou de outras pessoas que acompanham o sono também pode contribuir para identificar comportamentos noturnos que o próprio idoso não percebe.

Quais hábitos podem prejudicar o descanso?

A rotina durante o dia influencia diretamente a preparação do organismo para dormir. Horários muito irregulares, longos cochilos no período da tarde, pouca atividade física e exposição insuficiente à luz natural podem dificultar a organização do ciclo de sono e vigília. Manter horários relativamente estáveis para acordar e realizar as principais atividades pode ajudar o organismo a reconhecer melhor os períodos destinados à vigília e ao descanso.

O período próximo ao horário de dormir também merece atenção. Café, bebidas estimulantes, refeições muito pesadas e atividades que mantenham a pessoa em estado de alerta podem dificultar o início do sono. O ambiente também faz diferença, principalmente quando há excesso de luz, ruídos ou temperatura desconfortável. Reduzir esses estímulos nas horas que antecedem o descanso pode favorecer uma transição mais tranquila para o sono.

O doutor Yuri Silva Portela pontua que não é necessário transformar o momento de dormir em uma sequência rígida de regras. O mais importante é identificar quais hábitos estão associados às noites mais difíceis e estabelecer uma rotina relativamente previsível. Essa observação pode ajudar a encontrar mudanças simples antes que a dificuldade se torne recorrente. Quando as alterações persistem mesmo após ajustes na rotina, a avaliação profissional pode ajudar a investigar outros fatores envolvidos no problema.

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