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Consoles mais caros em 2026: entenda por que PS5, Xbox e Steam Deck pesam mais no bolso

Quem pensava em atualizar o setup de jogos em 2026 precisou rever o orçamento.

Sony, Microsoft e Valve promoveram reajustes expressivos em seus consoles ao longo do ano, movimento explicado principalmente pelo encarecimento de componentes essenciais, como memória RAM e chips de armazenamento. Entender o que motivou essas mudanças e como elas afetam o consumidor brasileiro ajuda a planejar melhor a próxima compra.

Sony deu o primeiro grande passo

Em abril, a Sony anunciou o primeiro grande reajuste oficial da geração no Brasil. O PS5 padrão com leitor de disco subiu de R$ 4.499,90 para R$ 5.099,90, e a edição digital foi de R$ 3.999,90 para R$ 4.599,90, um acréscimo de R$ 600 em ambos os modelos. O PS5 Pro, versão mais robusta da linha, também sentiu o impacto: o console passou a custar R$ 7.499,90, um valor que colocou o modelo na categoria de item de luxo entre os entusiastas da marca. LAG XP

Poucos meses depois, foi a vez da Microsoft anunciar seu próprio ajuste. A companhia divulgou o terceiro reajuste dos consoles Xbox Series em treze meses, com valores que passam a valer a partir de 1º de agosto nos Estados Unidos: o Series S de 512 GB sobe de US$ 399,99 para US$ 499,99, e o Series X 1 TB com disco vai de US$ 649,99 para US$ 799,99. Até o momento, a Microsoft não confirmou oficialmente os novos valores para o Brasil, mas o histórico recente mostra que reajustes globais costumam chegar por aqui em poucas semanas. LAG XP

Outro nome afetado pela onda de reajustes foi o Steam Deck. Quando a Valve normalizou o estoque do modelo OLED após meses de escassez, aproveitou para reposicionar os preços. O Steam Deck OLED de 512 GB passou de US$ 549 para US$ 789, e a versão de 1 TB saltou de US$ 649 para US$ 949, um aumento de até 46% no mesmo hardware, sem qualquer melhoria técnica associada. No Brasil, o efeito tende a ser ainda mais sensível por se tratar de produto importado. LAG XP

O motivo apontado pelas próprias fabricantes é praticamente unânime: o custo de componentes subiu de forma acentuada e não há mais margem para absorver essa diferença sem repassar ao consumidor. Por trás disso está a disputa por memória RAM e armazenamento NAND, cada vez mais direcionados para data centers voltados à inteligência artificial. Essa demanda das empresas de IA reduz a oferta disponível para eletrônicos de consumo, pressionando os preços de consoles, notebooks e componentes de PC ao mesmo tempo.

Com os valores atuais, a diferença entre o PS5 Pro e a versão digital do PS5 ultrapassa R$ 2.900 no preço oficial, podendo passar de R$ 3 mil dependendo das promoções do varejo. Parte do interesse pelo modelo Pro está ligada à expectativa em torno de GTA 6, previsto para novembro no PlayStation 5 e no Xbox Series X|S. Ainda não há confirmação oficial sobre como o jogo aproveitará os recursos adicionais do hardware, o que torna a compra do modelo mais caro, motivada exclusivamente por essa expectativa, uma aposta que ainda carece de garantias.

Promoções ajudam a suavizar o impacto

Mesmo com o cenário de altas, o consumidor ainda encontra espaço para economizar. A Promoção de Inverno da PlayStation Store reúne descontos que vão de 20% a 80% em títulos selecionados, incluindo nomes como Baldur’s Gate 3 e Gran Turismo 7. A recomendação de especialistas é simples: comparar o histórico de preços antes de comprar, já que um desconto sobre um valor que subiu recentemente pode representar uma economia bem menor do que aparenta à primeira vista.

Para quem já estava de olho em um console específico, a orientação geral é acompanhar o mercado com atenção redobrada. Comparar lojas, avaliar bundles e ficar atento a novas promoções segue sendo o caminho mais seguro para evitar pagar mais do que o necessário em um momento de instabilidade nos preços do setor.

Fontes:

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