Após lançar os novos aparelhos da linha Echo no Brasil, a Amazon pode estar planejando lançar oficialmente dois modelos de tablets no país. É o que indicam os documentos de conformidade técnica obtido junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pelo Tecnoblog.
Os certificados concedidos à Amazon são para dois dispositivos, registrados sob os códigos distintos: M2L3EK e M2L4EK. Entretanto, as nossas buscas por estes modelos não resultaram em nenhuma correspondência aparente, o que pode significar que são produtos ainda não anunciados pela companhia.
Apesar de o relatório deixar claro que a certificação é para aparelhos “do tipo computador tablet com comunicação sem fio”, não há a especificação sobre o nome comercial ou qualquer pista sobre a ficha técnica dos produtos.
Sergio Wilfrido Vazquez Apestegui
A documentação mostra ainda que os tablets vêm sem carregador (fonte) na caixa, e um deles (M2L4EK) é compatível com carregadores sem fio, enquanto o outro é alimentado apenas por porta USB.
Amazon anunciou novos Fire HD 10 em abril
Vale lembrar que, em abril de 2021, a Amazon anunciou novos tablets Fire HD 10 (versões convencional, Plus e Kids). Os dispositivos foram apresentados no exterior por preço a partir de US$ 150, com chegada marcada para o final de maio ao mercado internacional, sem previsão para o Brasil.
Os tablets têm versões de 32 GB e 64 GB de armazenamento, além de design mais moderno, com bordas mais finas ao redor da tela Full HD de 10 polegadas. Enquanto o modelo convencional conta com memória RAM de 3 GB, a versão Plus tem 4 GB e suporte a carregamento sem fio.
Já o Fire HD 10 Kids tem display com resolução HD e uma capa resistente, com suporte para facilitar o uso por crianças. Além disso, o tablet traz conteúdo infantil do Amazon Kids+.
A evolução do Instagram (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
Em junho de 2021, Adam Mosseri, chefe do Instagram, anunciou que a plataforma estava prestes a abraçar os vídeos com mais afinco e, consequentemente, trazer algumas mudanças ao app. Segundo o CEO, a área é um dos novos focos da rede social (assim como criadores de conteúdo, compras e mensagens), e uma resposta ao público que hoje os procura em busca de entretenimento. Afinal, o Instagram não é mais apenas um aplicativo de compartilhamento de fotos, e como parte de um mercado tão competitivo, em que há concorrentes de peso como o TikTok, precisa se adaptar às demandas de seus usuários.
A fala de Adam causou repercussão, inquietando o público da rede sobre o impacto que essas mudanças trariam – e o quanto as fotos, nesse processo, poderiam ser colocadas de lado. Se engana, porém, quem pensa que essas novidades eram inesperadas, ou que esse interesse pela área de vídeo começou apenas em 2020, com a chegada dos Reels ao aplicativo.
Na verdade, o que a história do Instagram nos mostra é que, desde 2010, quando a primeira versão do app foi lançada e contava apenas com fotos quadradas e alguns poucos filtros nativos, houve um longo caminho de adaptações que o aproximaram dos vídeos e foram imprescindíveis para chegarmos no momento atual.
Changes are coming to video on Instagram
At Instagram we’re always trying to build new features that help you get the most out of your experience. Right now we’re focused on four key areas: Creators, Video, Shopping and Messaging. pic.twitter.com/ezFp4hfDpf
Lançado no dia 6 de outubro de 2010, o Instagram surgiu de um protótipo feito pelo engenheiro de software Kevin Systrom. Inicialmente chamado de Burbn, ele a princípio funcionaria como um serviço que combinava fotos, check-ins e planejamento, tudo em um mesmo lugar. Aos poucos, porém, o projeto tomou novos rumos, e, além de investidores, ganhou mais um criador, o brasileiro Mike Krieger, que ao lado de Kevin repensou o aplicativo, chegando em uma versão final muito mais enxuta e polida daquela do começo.
Nascia assim o Instagram tal qual o conhecemos, um aplicativo gratuito e exclusivo para iOS focado no compartilhamento de fotos quadradas. Além de contar com filtros nativos para serem aplicados às suas imagens, ele também tinha espaço para legendas, e a proposta de convidar seus usuários a compartilharem momentos do seu dia a dia com amigos e familiares.
Tão logo foi lançado, seu sucesso foi imediato e a rede social se tornou o app de fotos mais baixado da App Store em menos de 24 horas. Dois meses depois, ela já possuía 1 milhão de usuários, e um ano depois, em dezembro de 2011, a impressionante marca de 15 milhões. Um sucesso e repercussão inegáveis, que logo fizeram despertar em seus criadores a vontade de expandir essa experiência para outros públicos.
Lançamento do Instagram para Android (Imagem: Divulgação / Instagram)
Assim, em abril de 2012, o Instagram foi lançado também para Android, conquistando mais de 1 milhão de downloads ainda nas primeiras 24 horas. Se o objetivo era levar a plataforma para outro patamar, o caminho não poderia mesmo ter sido diferente, como explicou Thiago Costa, professor, integrante do Núcleo de Mídias Digitais e Coordenador da pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital da FAAP, em entrevista ao Tecnoblog.
“Lá no começo rolou um negócio terrível de que ‘ah, [o app] vai ficar muito popular, vai ser a facebookização do Instagram’. Na verdade isso demonstra um enorme preconceito das pessoas. […] Então acho que uma das primeiras mudanças mais significativas foi essa, a de abertura para mais gente. Se pensarmos no Brasil mesmo, apenas 1% dos celulares são iOS. Então, quando você abre [o app] para mais pessoas isso causa uma mudança, inclusive no tipo de conteúdo produzido, com novas estéticas e visões surgindo.”
A mudança foi decisiva para o estabelecimento da rede social, que tirou de vez seu passaporte para o sucesso ao ser comprada pelo Facebook. Pelo valor de US$ 1 bilhão, sua equipe foi absorvida pela empresa de Mark Zuckerberg, que em poucos meses, além da versão 3.0, lançou também uma grande novidade na plataforma: a possibilidade de postar vídeos.
O recurso, que permitia vídeos de no mínimo 3 segundos e no máximo 15, chegou ao feed da rede social dois meses após o serviço do Twitter de compartilhamento de vídeos, o Vine, se tornar o app gratuito mais baixado da App Store. Era o primeiro passo do Instagram abrangendo outros formatos e, consequentemente, tendo que lidar com gigantes da indústria que cresciam em outras frentes.
Revoluções por minuto
O final de 2013 e os dois próximos anos foram decisivos na transformação do Instagram, que há muito já se distanciava dos seus primeiros meses de fotos quadradas. Foi nessa época que o app anunciou a chegada de anúncios à plataforma, introduzindo publicidade pela primeira vez na rede social. O que começou com algumas pequenas empresas, logo se expandiu para todo tipo de empreendimento, abrindo uma esfera de negócios dentro do aplicativo que logo se tornou um dos seus principais focos.
Além disso, em dezembro de 2014, o serviço chegou à impressionante marca de 300 milhões de usuários e, no ano seguinte, introduziu mais duas grandes mudanças visuais ao feed, liberando a postagem de fotos em formato de paisagem e retrato, e lançando a função de Boomerang.
A função Boomerang chega ao Instagram (Imagem: Divulgação / Instagram)
Eram as derradeiras mudanças da plataforma em relação às fotos da timeline, já que a partir de 2016 ela passou por uma sucessão de lançamentos visando outros aspectos e ferramentas da rede social. A primeira delas, inclusive, foi a presença de gravações mais longas no feed, que podiam chegar até um minuto de duração. Na época, junto com o anúncio, o Instagram tornou público também o fato de que nos últimos seis meses, o tempo que as pessoas passavam assistindo a vídeos na plataforma havia aumentado 40%. Uma informação que dava indícios de onde os esforços do app estariam depositados nos próximos meses: o lançamento do Instagram Stories.
“Os Stories foram muito significativos porque eles também trouxeram uma mudança no tipo de consumo do Instagram; essa coisa fragmentada, picadinha, na qual a gente vai consumindo um pouquinho de cada pessoa, com uma frequência maior. Pode parecer bobo, mas quando pensamos na experiência do usuário, o fato de não precisarmos ter que rolar a tela faz muita diferença. Os Stories vão passando, e se você não quiser vê-los pode até pular […], mas eles criam um fluxo de consumo de conteúdo para o usuário e de passagem de conteúdo para a plataforma”, explica Thiago.
Para quem desconhece o recurso, o Story do Instagram é um tipo de postagem feita em foto ou vídeo que fica disponível apenas por 24 horas. Algo muito semelhante ao formato do Snapchat, aplicativo que no início daquele ano atingia números surpreendentes, com um total de 10 bilhões de visualizações diárias.
A chegada dos Stories ao Instagram deu tão certo que uma série de melhorias foram sendo lançadas em sequência para a ferramenta. Além do recurso de lives, foram lançadas as hashtags, marcações de locais e os famosos filtros, que se tornaram indissociáveis do formato. Os Destaques, por fim, chegaram em dezembro de 2017 e consolidaram de vez a ferramenta na plataforma.
A partir daí, o céu se tornou o limite. Muitas experimentações com vídeos ganharam espaço na rede social, especialmente depois da chegada do IGTV, uma ferramenta para publicação de vídeos mais longos, em 2018, e dos Reels, em 2020. Esse último, aliás, um recurso do app feito para a publicação de vídeos curtos e criativos, tinha um formato muito semelhante às gravações que já víamos no TikTok – e que foram as responsáveis por tornar o aplicativo um gigante do mercado.
Kevin Systrom no evento de lançamento do IGTV (Imagem: Divulgação / Instagram)
A hora e a vez dos vídeos
Diante de todo esse histórico, que nos últimos anos já esteve totalmente debruçado sobre a área de vídeos, não é mesmo de se admirar que o Instagram tenha decidido mergulhar com ainda mais intensidade nos Reels. Segundo Adriana Grineberg, Diretora de Operações do Instagram da América Latina, em entrevista para o Tecnoblog, a importância dos vídeos é indiscutível para o futuro da rede social.
“Temos observado grandes mudanças na maneira como as pessoas criam e desenvolvem conteúdo, onde o vídeo se tornou o formato preferido para se divertir e contar histórias. Sabemos que os vídeos curtos são o futuro do entretenimento e, por isso, lançamos Reels em mais de 50 países no ano passado, oferecendo às pessoas um novo formato para expressão criativa e a oportunidade de alcançar novos públicos em um palco global.”
Adriana Grineberg, Diretora de Operações do Instagram da América Latina
Sendo assim, se de um lado o anúncio de Adam Mosseri não é nenhuma surpresa, de outro nos faz questionar o que de fato muda na rede social, como isso impacta seus usuários e criadores de conteúdo, e quais possíveis estratégias a empresa pode adotar para bater de frente com o TikTok.
Introducing Reels – a new way to create and discover short, entertaining videos on Instagram.
With Reels, you can record and edit multi-clip videos with music, effects, and new creative tools. Share reels with friends on Feed or with the larger Instagram community in Explore. pic.twitter.com/Ac6s60ohJh
Independente de qualquer coisa, usuários mais “tradicionais”, que não gostam ou ainda tem dificuldade com conteúdos em vídeo, não precisam ter medo do que vem por aí. Ao que tudo indica, as fotos ainda são parte importante da rede social e continuarão em seus devidos lugares, como explica Adriana.
“Especificamente sobre a fala de Adam Mosseri que gerou repercussão alguns meses atrás, é importante observar que o CEO em seu vídeo fala sobre as experiências que queremos criar no Instagram com base no que ouvimos e vemos dentro da nossa própria plataforma. […] Em nenhum momento Mosseri diz que o Instagram deixará de ter fotos, mas sim que o Instagram já não é mais apenas um aplicativo de compartilhamento de fotos quadradas – em referência a quando foi lançado, em 2010 -, pois já é muito mais do que isso.”
Instagram Reels (Imagem: Divulgação / Instagram)
Impactos na rede social
Mas afinal, o que muda no Instagram?
Algumas novidades, como o aumento dos Reels para até 60 segundos, já até foram implementadas na plataforma, enquanto outras ainda são especulações do que o Instagram pode alterar ao longo dos próximos meses.Talvez a principal, no entanto, que ainda não chegou ao serviço, mas já foi anunciada por Adam, é a presença de Reels dentro do feed, seja ele produzido por pessoas que você segue ou não – algo até então inédito na rede.
Essa invasão não solicitada é, porém, uma novidade apenas no Instagram, pois como bem pontuou o Consultor e Professor de Marketing Digital e Mídias Sociais, Fernando Souza, em conversa com o Tecnoblog, o TikTok nasceu exatamente sobre essa proposta.
“Olhando tecnologicamente essa é uma inovação do TikTok. Em todas as plataformas anteriores ou em boa parte delas, nós sempre estivemos dentro da nossa caixinha. Em um mundo mais diverso, no qual temos dificuldade de escolha, e no qual muitas vezes não conseguimos sequer encontrar as coisas que queremos, o TikTok vem com uma visão extremamente contemporânea.”
Instagram Reels (Imagem: Divulgação/Instagram)
Fernando ainda destaca, no entanto, que essa mudança talvez possa incomodar alguns usuários, afinal o Instagram sempre permitiu que escolhêssemos o que queríamos ver em nosso feed. Já para os criadores de conteúdo, o que ela faz é aumentar a carga de produção, mas, em contrapartida, trazer mais resultados.
“Acho que o impacto maior é para quem usa o Instagram comercialmente, como fonte de receita. Para quem é produtor de conteúdo, para quem é marca, para os creators, existe um impacto considerável. Se você não produzir cada vez mais vídeos (e nisso se incluem vídeos de Stories, de Reels, de timeline, de IGTV, ou seja, todos os formatos de vídeo), você vai ter uma entrega menor. […] Em contrapartida, eles terão um pouco mais de fôlego, porque vão começar a ser entregues também dentro da plataforma.“
Duelo de titãs: Instagram Reels x TikTok
Não há dúvidas de que a concorrência com o TikTok seja um dos pontos mais críticos dessa nova empreitada do Instagram Reels, especialmente porque a linguagem utilizada em cada app é, por princípio, diferente. Fazer com que o público consiga aderir a esses códigos e passe a desenvolver conteúdo em torno disso – a ponto da plataforma conseguir bater de frente com a outra gigante da indústria – não será uma tarefa fácil.
Instagram Reels vs TikTok (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Para Fernando, a dificuldade não é apenas uma questão tecnológica, já que a experiência criada pelo TikTok não se resume a algo que possa simplesmente ser replicado, trazendo os mesmos resultados. Diferente do Snapchat, por exemplo, que também fazia sucesso com o formato de Stories quando eles foram lançados no Instagram, o TikTok conseguiu criar sua própria comunidade em torno dessa linguagem. Algo que o Instagram ainda precisa construir.
Um possível caminho para contornar esse problema, apontado tanto por Fernando quanto por Thiago, é o da bonificação de creators nos Reels, tendo em vista que a prática já existe na rede concorrente.
“Se pensarmos no ecossistema dos criadores de conteúdo, o Instagram hoje funciona como uma vitrine, mas também como uma fonte de renda de anúncio. Como o criador tem muito seguidores, a marca o procura para fazer uma postagem e ganha visibilidade. Mas o conteúdo em si não é monetizado. Acho que isso é um ponto bem crítico ainda e o Instagram já deve ter estudos sobre o assunto. […] Eles já têm feito testes com o IGTV e acredito que esse é um caminho pelo qual o app acabará migrando”, explica Thiago.
O Instagram parece compartilhar dessa ideia, já que Adam Mosseri recentemente anunciou que o Facebook pretende investir US$ 1 bilhão em programas que possibilitem que os criadores de conteúdo ganhem dinheiro em suas plataformas. Mais detalhes serão divulgados nas próximas semanas, mas já se sabe que haverá uma forma de bonificação para creators dos Reels. A princípio abrangendo apenas os EUA e feita por convite, a ferramenta os recompensará de acordo com suas performances.
Programa de bonificação para criadores de conteúdo de Reels deve ser lançado nas próximas semanas (Imagem: Divulgação / Instagram)
O cenário ainda é incerto e, assim como em outros momentos da história da plataforma, pode surpreender. Porém, é no mínimo curioso ver as estratégias adotadas diante desse duelo de gigantes e até onde vai o limite de interação que as redes sociais conseguem oferecer a seus usuários, com ferramentas cada vez mais imersivas e que criam suas próprias subculturas. Nunca estivemos tanto tempo diante de uma tela, seja como consumidores ou produtores de conteúdo, e, ao que tudo indica, o futuro caminha nessa mesma direção.
Tem gente que associa notebooks muito compactos a desempenho mediano ou a baixa duração de bateria, mas a versão 2021 do Dell XPS 13 chegou no meio do ano no Brasil para provar que esse pensamento nem sempre é verdadeiro.
Será que consegue? Bom, o modelo tem um hardware de respeito. Encontramos aqui um processador Intel Core i7 de 11ª geração acompanhado de 16 GB de RAM, SSD de 1 TB e bateria de 52 Whr. Além disso, a tela é um painel de 13,4 polegadas com resolução 4K e formato 16:10.
O conjunto chama a atenção, mas é a prática que mostra qual é a desse laptop. É por isso que eu, Emerson Alecrim, passei um mês testando o XPS 13 (2021). Nos próximos instantes, conto como é o desempenho do modelo, se a bateria dura bastante, se a tela é tudo isso mesmo, entre outros detalhes.
Análise do Dell XPS 13 (2021) em vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=Jkr2YRxfDs8
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O XPS 13 (2021) foi fornecido pela Dell por empréstimo e será devolvido à empresa após os testes. Para mais informações, acesse tecnoblog.net/etica.
Design e conectividade
Na comparação com a versão anterior, lançada em 2020, o atual XPS 13 praticamente não teve mudanças no design. Mas isso não é ruim. O equipamento continua tendo corpo ultrafino baseado em alumínio e, na área do teclado, uma superfície de fibra de carbono que, ao toque, lembra vagamente um material de borracha.
XPS 13 tem corpo de alumínio (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Essa combinação de materiais torna o equipamento robusto e, ao mesmo, contribui para ele não ser pesado. Ele tem 1,27 kg. Para as dimensões existentes aqui — estamos falando de uma espessura máxima inferior a 15 mm, para você ter uma ideia —, o peso poderia ser um pouco menor, mesmo assim, esse é um notebook fácil de transportar.
O problema dessa “finura” toda é que a Dell teve que sacrificar a conectividade. Não existe conexão HDMI ou Ethernet aqui. No lugar delas, o XPS 13 traz apenas duas portas USB-C, uma em cada lado. A da direita é acompanhada de uma conexão para fones e microfone; a da esquerda, de um leitor de microSD.
USB-C e conexão para fones de um lado (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Pelo menos a Dell tratou de “turbinar” as tecnologias de conectividade disponíveis aqui. As duas portas USB-C são compatíveis com Thunderbolt 4 e DisplayPort. Além disso, qualquer uma delas pode ser usada para recarga da bateria.
USB-C e leitor de microSD do outro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Se você precisar de um dispositivo com conexão USB tradicional (tipo A), o produto é acompanhado de um adaptador do tipo para ser encaixado em uma porta USB-C.
Levemos em conta também que o Dell XPS 13 traz Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.1.
O LED assume a cor branca durante a recarga (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Outro detalhe interessante é que não encontramos muitos LEDs no modelo. Somente um, em formato de linha, fica em evidência abaixo do touchpad para indicar quando o notebook está sendo recarregado ou tem 10% ou menos de bateria.
Tela, webcam e áudio
Dá para dizer que o Dell XPS 13 possui uma “pequena grande dela”. Pequena porque, como você já sabe, ela tem 13,4 polegadas de tamanho. Grande no sentido de o aproveitamento do espaço frontal ser excelente — as bordas são mínimas aqui.
Contribui para isso o formato 16:10 do painel no lugar do tradicional 16:9. Graças a isso, o XPS não tem aquele espaço grande abaixo da tela que é tão comum em notebooks.
O Dell XPS 13 tem tela WVA e resolução 4K (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Curiosamente, a Dell não revela qual a tecnologia do painel do XPS 13 vendido no Brasil. Mas, ao Tecnoblog, a companhia informou que o componente é do tipo WVA, ou seja, estamos falando de um painel do tipo IPS LCD (ou algo perto disso).
O detalhe mais importante é saber que esse visor tem ótima qualidade de imagem. As cores são exibidas com vivacidade, o brilho máximo é intenso — chega a 500 nits — e a visualização sob ângulos variados é excelente.
Tem mais: a versão testada pelo Tecnoblog é sensível a toques e tem resolução 4K. Em uma tela de 13,4 polegadas, essa parece ser uma resolução exagerada. Para você ter noção, o Windows 10 vem configurado em uma escala de 300%; se você deixar esse parâmetro em 100%, praticamente não vai enxergar os elementos das janelas.
Exagerada ou não, o fato é que distinguir pixels é impossível aqui. Por conta disso, a visualização de fotos ou vídeos em alta resolução é uma tarefa muito agradável no XPS 13.
É uma pena a webcam não acompanhar essa sofisticação. A câmera tem resolução de 720p e não exibe imagens muito detalhadas. Em tempos em que reuniões online são tão comuns, os fabricantes deveriam caprichar mais nesse item.
Dell XPS 13 é compatível com o Windows Hello (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Ao menos a webcam vem com infravermelho e é compatível com o Windows Hello. Com isso, você pode se autenticar no sistema operacional via reconhecimento facial. O procedimento é rápido e quase não falha, mesmo durante à noite.
No quesito áudio, o XPS 13 não surpreende, mas também não desaponta. O laptop tem dois alto-falantes na parte inferior que reproduzem um som claro e que pode ser envolvente em filmes, por exemplo. Mas o volume máximo não é dos mais altos e, por conta do tamanho compacto do equipamento, praticamente não há graves por aqui, como esperado.
Saída de áudio no XPS 13 2021 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Teclado, touchpad e leitor de digitais
Não é porque o XPS 13 tem tamanho ultracompacto que o seu teclado é pequeno. As teclas têm medidas que as tornam adequadas tanto para quem tem mãos grandes quanto pequenas.
Além disso, os botões contam com uma superfície fosca que é agradável ao toque, bem como com nível de pressão que torna a digitação confortável e ágil ao mesmo tempo.
O teclado do XPS 13 tem retroiluminação em dois níveis (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Um detalhe importante: ao contrário da versão 2020, o teclado atual do XPS 13 vendido no Brasil é do tipo ABNT2. Existe tecla para ‘Ç’, portanto.
Outra coisa existente no modelo é a retroiluminação LED em dois níveis de intensidade. O único botão que fica às escuras é o liga / desliga, mas pelo fato de ele abrigar um sensor de impressões digitais.
Liga / desliga com sensor de impressões digitais (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Que conste que a leitura do sensor é rápida e precisa, como tem que ser, embora eu prefira fazer autenticação no Windows via webcam.
Para um notebook pequeno como este, até que o touchpad tem bom tamanho. Além disso, o componente é confortável e responde rapidamente aos comandos, inclusive para os gestos do Windows.
O único detalhe que me desagradou é a superfície do touchpad, que acumula marcas de dedo com alguma facilidade. Felizmente, não é nada que um paninho macio não resolva.
Teclado e touchpad (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Desempenho, bateria e software
A grande diferença do XPS 13 (2021) em relação à geração anterior está no processador: o modelo mais recente vem com o Intel Core i7-1185G7, um chip de 11ª geração que conta com TDP de 28 W e GPU Iris Xe.
O processador é acompanhado de 16 GB de memória LPDDR4X e SSD de 1 TB. Esse conjunto foi bastante competente nos testes, desde as tarefas mais rotineiras, como edição de texto no Word e execução de vídeo na Netflix em tela cheia, até atividades mais exigentes.
Em um rápido teste de conversão de um vídeo de um minuto em 4K de MOV para MP4 no HandBrake 1.4.1, o XPS 13 gastou três minutos. Como comparação, saiba que o mesmo teste feito em um notebook com um Core i5 exigiu quatro minutos e meio.
Já Asphalt 9: Legends rodou praticamente sem tropeços, mas com as configurações em nível intermediário. Jogos mais pesados não são o foco do modelo, até porque exigem um chip gráfico dedicado, coisa que não existe aqui.
Duas observações importantes relacionadas ao desempenho: a primeira é que a memória RAM é soldada à placa-mãe do laptop e, por isso, não pode expandida; a segunda é que o XPS 13 esquenta um bocado quando executa tarefas pesadas, embora não a ponto de “fritar” os seus dedos.
Com 52 Wh, a bateria convence, mas não é nada impressionante. Os testes do componente foram feitos com um vídeo de duas horas na Netflix e outro de uma hora no YouTube com brilho máximo na tela, uso do Chrome por uma hora e 20 minutos de Asphalt 9: Legends.
Realizadas no decorrer de um dia sem nenhuma configuração de economia de energia, essas tarefas fizeram a carga cair de 100% para cerca de 30%. Podemos estimar a autonomia em algo entre cinco e seis horas com uso moderado. Não é uma média ruim, mas, para um notebook focado em mobilidade, seria interessante uma duração maior.
O tempo de recarga de 15% para 100% foi de pouco mais de duas horas.
O XPS 13 faz recarga via USB-C (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Fique sabendo que a unidade testada veio com o Windows 10 Pro, mas o notebook também é comercializado com o Windows 10 Home.
O sistema operacional é acompanhado de trial de antivírus e um punhado de aplicativos da própria fabricante, como o Dell Updates para atualizações e o Dell Mobile Connect para integração do notebook ao seu celular. Com isso, você pode transferir arquivos de um para o outro ou espelhar a tela do smartphone, por exemplo.
Se por um lado o Mobile Connect é útil, por outro, acredito que a Dell poderia ter reduzido a quantidade de softwares próprios para deixar o sistema um pouco mais limpo.
Dell XPS 13 2021: vale a pena?
Não é por sorte que a linha XPS costuma ser lembrada quando o assunto é notebook high-end. A versão 2021 do XPS 13 faz jus à fama da linha ao combinar uma estrutura deveras compacta com um hardware respeitável.
A tela é um dos melhores painéis LCD que eu já encontrei em um notebook, o acabamento é robusto, o design é elegante e o Core i7 existente aqui mostra serviço.
Mas há duas limitações importantes (sem contar a memória RAM que não pode ser expandida). A primeira: o XPS 13 é muito compacto e, por isso, restrito no número de portas. Se você precisa combinar mobilidade com desempenho, pode se dar bem com ele. Se o seu perfil de uso é diferente, talvez seja o caso de partir para outro modelo.
Já a segunda observação diz respeito ao preço: no site da Dell, a versão com tela 4K custava a partir de R$ 11.999 na data de publicação desta análise. Existia ainda uma opção com tela full HD com preço R$ 11.299. Caro, mesmo assim.
Apesar de o XPS 13 ser um notebook notável, esses valores o tornam menos interessante que um MacBook Air com M1, por exemplo, um chip que, a essa altura, todo mundo sabe que oferece excelente desempenho.
Por isso, o XPS 13 (2021) vale a pena, sim, mas para quem faz questão de um notebook ultrafino baseado no Windows e, claro, não vê problema em desembolsar muito dinheiro por isso.
Especificações técnicas
Tela: WVA LCD, 13,4 polegadas, resolução de 3840×2400 pixels (4K), formato 16:10, touchscreen (opção de tela full HD sem touchscreen), brilho de 500 nits
Processador: Core i7-1185G7 de 11ª geração com gráficos Intel Iris Xe
RAM: 16 GB de LPDDR4X de 4.267 MHz (soldados à placa-mãe, sem expansão)
Armazenamento: SSD NVMe M.2 de 1 TB, leitor de cartão microSD
Bateria: 52 Whr (quatro células) com carregador de 45 W e recarga via USB-C
Conectividade: Wi-Fi 6 (802.11ax), Bluetooth 5.1, USB-C compatível com Thunderbolt 4 e DisplayPort (2), conexão para fones e microfone, acompanha adaptador de USB-C para USB-A
Sistema operacional: Windows 10 Home ou Pro (versão testada)
Webcam: webcam de 720p compatível com Windows Hello
Outros: dois alto-falantes estéreos de 2,5 W cada, corpo de alumínio e fibra de carbono, teclado ABNT2 com retroiluminação LED, leitor de impressões digitais compatível com Windows Hello
A Anatel publicou um relatório sobre o impacto da pandemia de COVID-19 no Brasil. O estudo concluiu que houve aumento no ritmo de crescimento no serviço de banda larga fixa e que a telefonia móvel trouxe uma “recuperação vertiginosa”. Os dados foram coletados pela própria agência e pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).
Uso de dados móveis cresceu durante pandemia (Imagem: Freephotos / Pixabay)
O óbvio: banda larga cresceu muito durante a pandemia
Com todo mundo em casa para evitar o contágio social, o trabalho remoto ficou cada vez mais importante durante a pandemia de COVID-19. Isso resultou em aumento na demanda por banda larga, que teve crescimento de 12% no comparativo entre março de 2020 a março de 2021.
A agência também apurou que a maior faixa de crescimento na banda larga são nos contratos com velocidades superiores a 34 Mb/s, tanto para novas adesões como na substituição de assinaturas já existentes. Ao mesmo tempo, houve o crescimento de acessos de fibra óptica e retração nas outras tecnologias, como xDSL e cabo.
Mas nem tudo são flores: a demanda por banda larga cresceu, e o índice de reclamação do serviço também teve aumento substancial. A maior parte dos protocolos são referente a qualidade, que teve indicadores piores que cobrança.
Telefonia celular teve “vertiginosa recuperação” em 2020
Antes da pandemia, o segmento de telefonia móvel estava em queda: a Anatel aponta que havia uma retração anual de acessos nos três anos anteriores da pandemia. No entanto, houve um crescimento anual de 6,8% após o mês de março de 2020.
A evolução do pós-pago também se apoia no alto índice de cancelamentos de linhas pré-pagas. Anteriormente era comum ter mais de uma linha celular, de diferentes operadoras, para aproveitar os minutos de ligações e SMSs exclusivos para clientes da mesma companhia. Com a chegada dos planos ilimitados e a mudança da importância de uso para o serviço de internet móvel, deixou de fazer sentido manter dois chips ativos. Foi o fim do chamado “efeito clube”.
A categoria pós-paga também contempla planos controle, que são mais baratos e mais fáceis de vender. As operadoras têm investido pesado na conversão de clientes do pré-pago, e oferecem franquia de internet maior (embora nem sempre seja assim) e preço fixo mensal, com cobrança por boleto ou cartão de crédito. Planos familiares também impulsionam o sucesso do pós-pago, uma vez que um mesmo contrato passa a ter múltiplos chips.
Além do número de acessos, a Anatel aponta que houve um aumento substancial no tráfego médio de dados nas redes móveis, com alta de 10%. Ao mesmo tempo em que a demanda subiu, a agência constatou que a quantidade de reclamações na telefonia celular não se alterou muito, embora afirme que os chamados sobre qualidade reduziram significativamente.
O relatório completo da Anatel sobre os impactos da pandemia de COVID-19 nas telecomunicações pode ser acessado na íntegra aqui.
Mais uma franquia até então exclusiva da Sony está chegando aos computadores. A coletânea Uncharted: Legacy of Thieves Collection será lançada no começo de 2022 para PS5 e PC, e vai incluir as versões remasterizadas de Uncharted 4: A Thief’s End e Uncharted: Lost Legacy. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (9), na PlayStation Showcase.
Uncharted 4: A Thief’s End chega remasterizado para PC e PS5 em 2022 (Imagem: Divulgação/Sony)
Na apresentação, a coletânea também recebeu um trailer de gameplay com cenas dos jogos com os visuais atualizados. Além dos gráficos melhorados, os títulos serão otimizados com tecnologias da nova geração, como carregamento rápido pelo SSD e suporte aos recursos do controle DualSense, como feedback tátil e gatilhos adaptáveis.
Desde 2007, quando estreou no PS3, a franquia Uncharted permaneceu como exclusiva dos consoles PlayStation até agora. Em 2016, a história do protagonista Nathan Drake foi concluída em Uncharted 4: A Thief’s End — título que colecionou premiações na época em que foi lançado.
Lançado um ano depois, em 2017, Uncharted: The Lost Legacy foi o primeiro jogo a não ter Nathan Drake como protagonista. Em vez disso, o game contra a história de Chloe Frazer e Nadine Ross, que se aventuram pelos Gates Ocidentais da Índia em busca da presa dourada de Ganesha.
Assista, a seguir, ao trailer de Uncharted: Legacy of Thieves Collection:
Coleção de Uncharted chega aos PCs no início de 2022
Desenvolvida pela PlayStation Studios em parceria com a produtora original, Naughty Dog, a coletânea Uncharted: Legacy of Thieves Collection ainda não tem data de lançamento exata confirmada. A única informação revelada é que os jogos ficam disponíveis no “início de 2022”.
Assim como outros jogos da Sony que chegaram aos computadores, como Horizon: Zero Dawn e Days Gone, é provável que a coleção de Uncharted seja incluída nos catálogos do Steam e da Epic Games Store.
God of War Ragnarök finalmente teve seu título confirmado e ainda ganhou o primeiro trailer de gameplay focado nos protagonistas Kratos e Atreus, na PlayStation Showcase desta quinta-feira (9). Ainda sem data de lançamento confirmada, o jogo será o último capítulo da saga nórdica da franquia e deve sair tanto para PS5 quanto para PS4.
No trailer de gameplay, é possível ver não só cenas de combate com Kratos e Atreus como também partes do enredo do jogo. Pelo o que parece, a história vai começar com a visita de Thor, conhecido como o deus dos trovões na mitologia nórdica, que deve anunciar a chegada do Ragnarök — uma série de eventos catastróficos que levam ao fim do mundo.
A missão de Kratos será encontrar uma forma de impedir que o Ragnarök aconteça. Para isso, ele deve buscar a ajuda do deus Tyr, que representa a guerra, o direito e a justiça na mitologia nórdica. No enredo, os principais antagonistas serão Thor e Freya, que vão buscar vingança por seus parentes mortos por Kratos no jogo anterior.
Além de mostrar a luta contra os deuses, a história também vai focar em Atreus e na sua descendência. O filho de Kratos, que agora é um jovem crescido, quer encontrar respostas sobre sua origem e ajudar a proteger os nove reinos de uma possível destruição. Porém, Atreus deve entrar em conflito com Kratos, que deseja manter o filho longe da carnificina.
Além dos seis mundos disponíveis no God of War de 2018, Kratos poderá visitar mais três em sua jornada: Vanaheim, Svartalfheim e Asgard. Esses mundos terão novos cenários e criaturas inéditas para enfrentar. Vale mencionar que Ragnarök será o último capítulo da saga nórdica da franquia.
Assista, a seguir, ao trailer de gameplay de God of War Ragnarök:
God of War Ragnarök promete combate familiar
Na jogabilidade, Kratos retorna com seu arsenal de armas formado pelo machado Leviathan e pelas lendárias Lâminas do Caos, além de seu escudo retrátil. Em God of War Ragnarök, o protagonista terá novos golpes e runas inéditas para expandir as estratégias de combate. Já Atreus terá ainda mais invocações rúnicas para ajudar seu pai ou lutar sozinho.
Segundo a desenvolvedora Santa Monica Studios, a ideia era fazer um combate que fosse familiar e inovador ao mesmo tempo. Assim, os jogadores que gostaram das batalhas do jogo anterior devem se sentir em casa em God of War Ragnarök.
A Ucrânia é a mais recente nação a legalizar o bitcoin (BTC) e outras criptomoedas. O Parlamento ucraniano aprovou em quase unanimidade uma lei que regulamenta moedas digitai no país nesta última quarta-feira (08). Até então, a negociação de criptoativos não era nem permitida e nem proibida, já que não havia nenhuma legislação para reconhecer e definir essa classe de ativos.
Ucrânia legaliza criptomoedas no país (Imagem: Executium/ Unsplash)
Com um total de 276 votos a favor do projeto de lei, a intenção das autoridades é incluir as criptomoedas, tokens e qualquer outra forma de ativo digital na legislação do país. Assim, o governo pode proteger a população de crimes financeiros, fraudes e golpes que envolvam moedas digitais de maneira mais efetiva. Além disso, a negociação desses ativos também sai das sombras e se torna uma atividade legítima e regrada no país.
Ucrânia não deve adotar bitcoin como moeda oficial
A lei ainda precisa passar por uma última etapa antes de ser implementada: ser assinada pelo presidente Volodymyr Zelensky. Tendo em vista o vasto apoio do Parlamento ucraniano, é quase certo que a legislação será aprovada. Uma vez em vigor, o texto servirá como o primeiro passo para determinar como o mercado de criptomoedas será regulamentado na Ucrânia.
O país planeja permitir a oferta legal de criptomoedas para investidores institucionais e do varejo até 2022, disse um assessor de imprensa do Ministério da Transformação Digital ao jornal local Kyiv Post, mas o Parlamento precisa aprovar um conjunto de leis e alterar o Código Tributário e o Código Civil primeiro.
Criptomoedas (Imagem: WorldSpectrum/Pixabay)
Nesse sentido, o projeto de lei recentemente aprovado é crucial para todo o processo. Ele define ativos virtuais como ativos intangíveis expressos em uma forma de dados eletrônicos. O texto também inclui o que é uma carteira de moedas digitais e uma chave privada, termos que até então nunca foram usados na legislação da Ucrânia.
Embora os ativos digitais, como o bitcoin (BTC) e ether (ETH), agora sejam legítimos na Ucrânia, os ucranianos não podem usá-los como meio de pagamento por bens ou serviços. Ou seja, trata-se de uma importante base legal para a atividade de criptomoedas no país, mas o governo não adotou e nem planeja adotar qualquer moeda digital como oficial, como fez El Salvador nesta semana.
El Salvador incentiva regulamentação de criptomoedas
O precedente do país centro-americano serviu como catalisador para diversas outras nações movimentarem seus legisladores em direção à regulamentação e legalização de criptomoedas. A Ucrânia, no caso, é o quinto país a fazê-lo nos últimos dois meses.
Presidente de El Salvador, Nayib Bukele (Imagem: Presidencia El Salvador/ Flickr)
Duas semanas atrás, Cuba também aprovou uma lei para reconhecer e regulamentar as criptomoedas, citando “razões de interesse socioeconômico”. Contudo, o país, ainda fechado economicamente e alvo de sanções americanas, busca se internacionalizar com a medida, mas não indicou qualquer intenção de adotar o bitcoin ou qualquer outra moeda digital como oficial.
No final de julho, os EUA propuseram regras sobre exchanges de criptomoedas em seu pacote legislativo de infraestrutura de US$ 1 trilhão. Enquanto isso, uma nova lei aprovada na Alemanha permite agora que fundos, anteriormente impedidos de investir em ativos digitais, aloquem até 20% em moedas como o bitcoin.
O Panamá parece ser o próximo a tomar o mesmo rumo da Ucrânia, com uma proposta de lei para a regulamentação de criptomoedas próximo de ser aprovada. Esses são apenas alguns exemplos, mas representam um cenário global cada vez mais legalmente favorável à digitalização do dinheiro e investimentos em ativos digitais.
A família de mouses gamer Basilisk, da Razer, acabou de ganhar um novo modelo. Com 11 botões customizáveis e tecnologia HyperScroll na rolagem, o Basilisk V3 promete conforto, devido à sua construção ergonômica, e liberdade na hora de jogar com as melhores configurações de atalhos. Aqui no Brasil, o acessório chega até o final de novembro deste ano.
Lançados originalmente em 2017, os mouses Basilisk chegam à terceira geração com melhorias que devem beneficiar os gamers mais exigentes. O destaque do modelo V3 é a estreia da tecnologia HyperScroll, que permite alternar a rolagem do mouse de forma automática entre três tipos: tátil, inteligente e free-spin.
A rolagem tátil é indicada para quem quer precisão no scroll. Esse modo é indicado para jogadores de shooters que mudam a arma equipada usando a rodinha do mouse. Na rolagem free-spin, o scroll tem movimentos suaves e contínuos, ideais para navegar por documentos compridos e realizar comandos repetitivos.
Já a rolagem inteligente permite fazer a troca de forma automática pelo software Razer Synapse. O perfil muda em tempo real, dependendo da velocidade aplicada pelo usuários no scroll. Com isso, o Basilisk V3 deve atender tanto gamers quanto profissionais que precisam de mais conforto e produtividade no dia a dia.
Razer Basilisk V3 tem construção ergonômica e partes emborrachadas (Imagem: Divulgação/Razer)
Nos parte técnica, o Razer Basilisk V3 conta com o sensor óptico Focus+ de até 26.000 DPI, 650 de IPS — polegadas por segundo, em português — e aceleração de 50G. Os botões usam os switches ópticos da Razer, que contam com tempo de ativação de 0,2 milissegundos e suportam até 70 milhões de cliques, resistindo a possíveis problemas de clique duplo.
Assim como todos os mouses gamer, o Basilisk V3 tem 11 zonas de iluminação RGB que podem ser controladas pelo software Razer Synapse 3. Esse modelo é cabeado e não permite o uso sem fio. Também é possível armazenar as configurações do mouse na nuvem e na memória interna do próprio acessório.
11 botões programáveis do Razer Basilisk V3 (Imagem: Divulgação/Razer)
Preço e disponibilidade do Razer Basilisk V3
No Brasil, o Razer Basilisk V3 chega às lojas em novembro deste ano com preço sugerido de R$ 799. Ele vai estar disponível apenas na cor preta.
Ficha técnica do Razer Basilisk V3
Botões programáveis: 10 + 1 botão de troca de perfil;
Armazenamento interno: 4 perfis;
DPI: até 26.000;
IPS: 650;
Aceleração: 50 G;
Switches: Razer Ópticos;
Scroll: Razer HyperScroll;
Software: Razer Synapse 3;
Comprimento do cabo: 1,8 metro;
Tamanho: 12,9 x 6,2 x 4,3 cm (comprimento x largura x altura);
A onda de sequestros-relâmpago relacionados ao Pix, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central (BC), levou o deputado estadual de São Paulo, Paulo Campos Machado (Avante), a propor um projeto de lei que bane o uso do Pix no estado. O texto proíbe todas as instituições financeiras, como bancos e empresas de pagamento, de oferecerem a ferramenta do BC aos usuários.
Campos Machado justifica a proposta da lei afirmando que criminosos aprenderam a usar o conforto e rapidez do Pix ao seu favor, “utilizando-se de sequestro-relâmpago, violência, ameaça até morte, para o seu intento, elevando drasticamente os índices de crimes desse tipo”.
O parlamentar estadual destaca que houve um aumento deste tipo de delito em São Paulo, “razão pela qual, em nome da segurança e da integridade física dos cidadãos, é que propomos o presente projeto de lei, suspendendo o mecanismo do Pix, que é a ‘tentação do bandido’, no momento”.
Pix seria suspenso até criação de mecanismo de segurança
O projeto de lei de Campos Machado suspende a resolução do Banco Central (Resolução BCB nº 1), aprovada em agosto de 2020, que autoriza instituições financeiras a usarem o Pix.
Caso aprovado, o texto institui que o Pix fique suspenso para todos os paulistas até que o próprio BC desenvolva um “mecanismo de segurança que assegure a incolumidade física dos correntistas” dos bancos. Para o órgão federal, o Pix é uma opção de pagamento segura e que não oferece risco ao usuário.
O texto do deputado estadual Campos Machado afirma que, 30 dias após o recebimento de um laudo técnico confirmando a criação e efetividade do dispositivo de segurança, enviado pelo BC, a lei será revogada.
De acordo com o deputado do Avante na Alesp (Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo), uma das consequências imprevistas do uso do Pix foi a “destreza da criminalidade”.
O Banco Central decidiu instituir um limite de R$ 1.000 para transferências do Pix entre 20h e 6h. A nova regra vale apenas para clientes pessoas físicas ou MEI — empresas ainda podem ajustar um limite próprio para transferências feitas durante a noite ou madrugada.
Dados revelados pela inteligência de segurança do governo de São Paulo mostram que houve um aumento nos crimes de sequestro relâmpago após o lançamento do Pix.
“O crime de fraude e violento associado aos meios de pagamento eletrônicos se deve ao fato principalmente porque, com a pandemia e da diminuição de mobilidade, tem usado cada vez mais aplicativos nos seus celulares”, disse João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, em coletiva anunciando mudanças no Pix.
O trailer de Matrix Resurrections, quarto filme da série, foi lançado pela Warner e chamou a atenção dos fãs a ausência de Laurence Fishburne como Morpheus. Alguns personagens antigos como Neo (Keanu Reeves) e Trinity (Carrie-Anne Moss) estão de volta, mas não ele. Fãs mais antigos apontaram que a resposta para sua ausência pode ser respondida no jogo The Matrix Online, de 2005, que é oficial – o personagem morreu nesta aventura.
Dois Morpheus em uma mesma Matrix? (Imagem: Reprodução)
Acontece que The Matrix Online, um MMORPG que ficou no ar durante muitos anos e lançado no PC, é canônico, ou seja, conta para a cronologia oficial da série, da mesma forma que o novo filme funciona como sequência.
Em 2009 um evento contou o que acontece com Morpheus: descontente com as máquinas, que ficaram com o corpo de Neo após os eventos de MatrixRevolutions, o guardião lidera a humanidade em vários ataques contra seus inimigos. Até que um novo programa é criado, o Assassino, que caça e mata Morpheus com tiros traiçoeiros.
O Assassino foi derrotado depois de um tempo pelos jogadores e por personagens da saga, como Niobe (Jada Pinkett Smith). Eventualmente, na época, fãs levantaram a hipótese de que o herói teria forjado sua morte, mas o mistério ficou sem solução, já que TheMatrixOnline saiu do ar pouco tempo depois.
Veja a sequência da morte de Morpheus, a seguir:
Morpheus fora da Matrix
Acontece que não dá para ter certeza se os fatos do jogo vão mesmo ser levados em conta na nova produção. No trailer de MatrixResurrections vemos Yahya Abdul-Mateen II em um papel muito parecido com o de Laurence Fishburne, treinando Neo que voltou a ficar preso na realidade das máquinas, servindo também como seu guia e oferecendo as pílulas coloridas.
Yahya Abdul-Mateen II chegou a publicar em seu Instagram uma foto com o nome de Morpheus, mas no trailer ele nunca é identificado, inclusive deixa dúvidas se já conhecia, ou não, a figura de Neo. Já Laurence Fishburne disse que não foi convidado para gravar a sequência da série, o que dá a entender que o herói pode ter sido revivido em um novo corpo nesta realidade.
Só saberemos as respostas concretas quando o filme estrear no Brasil, em 16 de dezembro. Veja ou reveja o trailer: