segunda-feira, novembro 29, 2021
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Sistema de estimulação cerebral profunda é aprovado pela Anatel e Anvisa

O sistema de estimulação cerebral profunda Vercise Genus, da Boston Scientific, foi aprovado em duas agências brasileiras: a Anatel e a Anvisa. O aparelho funciona como um marca-passo cerebral e é usado como forma de tratamento dos sintomas da doença de Parkinson, entre outras condições neurológicas. O produto é composto por um neuroestimulador, que fica alojado no peito do paciente, e fios no cérebro.

Sistema de estimulação cerebral profunda Vercise Genus
Sistema de estimulação cerebral profunda Vercise Genus (Imagem: Boston Scientific/Divulgação)

O Vercise Genus é a quarta geração dos sistemas de estimulação cerebral profunda da Boston Scientific, que não eram atualizados desde 2012. O dispositivo precisou ser aprovado pela Anatel porque parte da configuração dele é feita por Bluetooth. Uma das grandes novidades, aliás, é a capacidade de visualizar melhor o cérebro e, consequentemente, ajustar com mais precisão os pulsos elétricos.

Certificado de conformidade técnica na Anatel do dispositivo de estimulação cerebral profunda Vercise Genus, da Boston Scientific
Certificado de conformidade técnica na Anatel do dispositivo de estimulação cerebral profunda Vercise Genus, da Boston Scientific (Imagem: Anatel/Reprodução)

Estimulador também foi aprovado na Anvisa

Obviamente, um produto médico não depende apenas de aprovação da Anatel. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o Vercise Genus no início de agosto, pouco mais de um mês depois de ele passar na Anatel. Os manuais do aparelho foram disponibilizados no site da agência nesta terça-feira (24). O produto já foi lançado na Europa em 2020 e aprovado nos EUA no começo de 2021.

Autorização do Vercise Genius na Anvisa
Autorização do Vercise Genius na Anvisa (Imagem: Anvisa/Reprodução)

Tecnologia ajuda a aliviar sintomas da doença de Parkinson

Os sistemas de estimulação profunda do cérebro transmitem pulsos elétricos para interromper sinais desordenados que causam os sintomas do mal de Parkinson. Aparelhos desse tipo não impedem a progressão da doença, mas ajudam a amenizar tremores, rigidez nos músculos e falta de força, principalmente quando os remédios usados para esses fins deixam de fazer efeito.

O tratamento também pode ser útil em outras condições neurológicas, como o tremor essencial (doença com sintomas parecidos com o mal de Parkinson, mas que é diferente dele) e a distonia (que causa contrações involuntárias dos músculos).

Um caso notório de uso da técnica foi o do ator e diretor Paulo José. Falecido recentemente aos 84 anos de idade, ele foi diagnosticado com doença de Parkinson em 1993. Em 2009, passou por uma cirurgia para implantar um aparelho de estimulação cerebral profunda. Graças a isso, o artista pôde estender sua carreira nos palcos, no cinema e na televisão.

Com informações: Veja Saúde, Parkinson’s News Today, Boston Scientific

Colaborou: Everton Favretto

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