segunda-feira, setembro 20, 2021
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Riot Games é acusada de enganar funcionários para evitar manifestações

Diversos casos relacionados a condutas problemáticas em empresas de videogames tem sido expostos nas últimas semanas. Recentemente, o estado da Califórnia, nos EUA, comunicou que a Riot Games estaria enganando seus funcionários ao deixar de informar seus direitos de denunciar casos de assédio e discriminação ao governo. A desenvolvedora de League of Legends (LoL) foi obrigada a rever esse comportamento pela Justiça.

Sede da Riot Games em Los Angeles, Califórnia (Imagem: Divulgação/Riot Games)
Sede da Riot Games em Los Angeles, Califórnia (Imagem: Divulgação/Riot Games)

A investigação está sendo movida pelo Department of Fair Employment and Housing (DFEH) — Departamento de Emprego e Moradia Justa — da Califórnia, que também está processando a Activision Blizzard por discriminação e assédio sexual no ambiente de trabalho.

Em comunicado enviado à imprensa, o órgão afirmou ter pedido à Justiça que obrigasse “a Riot Games Inc. a cumprir a ordem do Tribunal da Califórnia, de 4 de junho de 2021, exigindo que a empresa falasse com seus funcionários sobre seus direitos de procurar o DFEH, quando necessário”.

DFEH acusou a Riot de enganar funcionários em acordos

Durante a investigação, o DFEH analisou textos de acordos feitos em 2019 entre a Riot Games e funcionários que haviam processado a empresa no ano anterior. Naquela época, o Kotaku publicou uma reportagem na qual mulheres revelaram terem sido assediadas, menosprezadas e rejeitadas em promoções para cargos mais altos.

Logo após a publicação da reportagem, uma atual e uma ex-funcionária entraram com uma ação judicial coletiva contra a Riot Games, acusando a desenvolvedora de discriminação de gênero. No final do processo, a empresa pagou US$ 10 milhões (R$ 52,5 milhões) aos envolvidos e o caso foi arquivado. O CEO da produtora, Nico Laurent, também foi denunciado por supostamente assediar uma assistente executiva, mas nenhuma prova de má conduta foi encontrada.

Além do pagamento milionário, a Riot Games teria enganado os colaboradores de forma proposital para evitar outras ações judiciais, dizendo que eles não tinham o direito de falar com agências governamentais. De acordo com o DFEH, os acordos “sugeriam que os funcionários não podiam falar de forma voluntária e aberta com o governo sobre assédio sexual e outras violações”.

Por isso, o DFEH solicitou, em junho deste ano, que a desenvolvedora fosse obrigada legalmente a emitir avisos que informassem os direitos dos funcionários de procurarem ajuda governamental em casos de má conduta no ambiente de trabalho. A Justiça aceitou o pedido e obrigou a Riot Games a emitir os comunicados. Porém, segundo o DFEH, a empresa ainda não cumpriu a ordem.

Riot Games refutou as acusações da DFEH

Ao The Verge, um representante da Riot Games informou que “a empresa tem enviado avisos a ex-funcionários para confirmar que os acordos rescisórios nunca proibiram de forma alguma falar com agências do governo”. Além disso, o porta-voz da empresa refutou as alegações do DFEH sobre a linguagem usada nos textos.

O representante da Riot enviou uma print com uma parte do documento que dizia: “Nada neste acordo proíbe você de relatar possíveis violações de leis ou regulamentos federais ou estaduais a qualquer agência ou entidade governamental”. Ainda segundo o porta-voz, a desenvolvedora usa essa mesma citação há anos de forma padrão em acordos de demissão.

Com informações: The Verge.

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