segunda-feira, setembro 27, 2021
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Kim Kardashian promove criptomoeda desconhecida e é criticada por FCA

A famosa socialite e influenciadora digital Kim Kardashian foi criticada pelo presidente da Autoridade de Conduta Financeira (FCA) do Reino Unido nesta última segunda-feira (06) por promover uma criptomoeda desconhecida no Instagram. Segundo Charles Randell, ela estaria agindo de maneira irresponsável ao divulgar uma moeda digital que poderia ser fraudulenta, chamada Ethereum Max (EMAX).

Kim Kardashian promove nova criptomoeda Ethereum Max em seu Instagram (Imagem: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian promove nova criptomoeda Ethereum Max em seu Instagram (Imagem: Reprodução/Instagram)

Durante um discurso no Simpósio Internacional de Cambridge sobre Crimes Financeiros, Randell afirmou que Kardashian marcou devidamente sua postagem como “patrocinada” nos stories do Instagram, mas deixou de lado o fato de que a criptomoeda havia sido criada há apenas um mês por desenvolvedores completamente desconhecidos. A socialite foi paga para divulgar o token, mas o valor da negociação não foi revelado.

Influenciadores alimentam “ilusões de riqueza rápida”

O chefe da FCA disse que não pode afirmar com certeza que o Ethereum Max é ou não segura, mas que existe uma relação crescente entre influenciadores e criptomoedas fraudulentas que acabam se revelando golpes “pump and dump”.

Nesse tipo de esquema, classicamente se infla o preço de uma moeda digital recém-criada ao pagar influenciadores para divulgá-la e aumentar rapidamente sua demanda. Então, seus desenvolvedores, que detém a maioria dos tokens, vendem seus ativos, lucrando em cima da valorização repentina, mas causando também uma enorme queda no valor da criptomoeda e causando prejuízo a todos os investidores.

Segundo Randell, esses influenciadores digitais alimentam “ilusões de riqueza rápida”. Ele ainda destacou que no caso de Kim Kardashian, que possui 250 milhões de seguidores, sua promoção do Ethereum Max pode ter sido o anúncio de produto financeiro com “o maior alcance de público da história”.

“Influenciadores das redes sociais são rotineiramente pagos por golpistas para ajudá-los em esquemas ‘pump and dump’ com a especulação sobre novos tokens. Alguns influenciadores promovem moedas que simplesmente não existem”, disse ele.

O famoso boxeador britânico Tyson Fury também aparece em um teaser de um evento de promoção do Ethereum Max, que vai acontecer em outubro deste ano:

O Ethereum Max não é o mesmo que o ether (ETH), criptomoeda nativa da rede Ethereum e a segunda de maior valor de mercado, atrás apenas do bitcoin (BTC). Porém, o token jovem, ao ser promovido por alguém tão famoso e influente, poderia facilmente atrair pessoas pouco informadas ao usar o nome de uma das principais moedas digitais.

FCA quer proteger consumidores de ativos especulativos

Randell disse que cerca de 2,3 milhões de britânicos já possuem criptomoedas, destacando que 14% deles também usam crédito para comprá-las. Para ele, isso agravaria ainda mais a exposição desses investidores a possíveis perdas financeiras.

A FCA já vinha alertando os britânicos sobre os riscos de lidar com criptomoedas e outros tipos de ativos digitais especulativos e não regulamentados pela Autoridade Financeira. “Se você comprá-los, deve estar preparado para perder todo o seu dinheiro”, disse a instituição em janeiro, enquanto o Banco Central do Reino Unido reforçou o aviso em maio.

Para Randell, alguns negócios de criptomoedas podem usar “implacáveis ​​e muitas vezes enganosas técnicas de publicidade” para atrair investidores. Por isso, a FCA deve orientar os consumidores do Reino Unido a identificar possíveis golpes e proteger a economia britânica de perdas financeiras causadas por ativos digitais especulativos.

Com informações: BBC

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